Um total de quinhetas mil almas ganhas para cristo, é o calculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde servo Moddy. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas.
Não é exagero dizer que, hoje em dia, muitas décadas depois de sua morte. Os crentes se referem ao seu nome mais do que qualquer outro nome depois dos tempos dos apóstolos. Contudo Moody era de família humilde seus antepassados eram lavradores que viveram por sete gerações, ou duzentos anos, no vale do Cnnecticus, nos Estados Unidos. Moody, nasceu em 5 de fevereiro de 1837, de pais pobres, o sexto entre nove filhos. Quando ainda era pequeno seu pai faleceu e os credores tomaram conta do que ficou, deixando a família destruída de tudo, até a lenha de aquecer a casa em tempo intenso de frio.
Não há história que comova e inspire tanto como a história da mãe de Moody.poucos meses depois da morte de seu marido, nascerão-lhe gêmeos e o filho mais velho tinha 12 anos. O conselho de todos os parentes foi que ela entregasse os filhos para adoção. Mas com invencível coragem e santa dedicação a seus filhos, ela conseguiu criar todos os nove filhos no próprio lar. Guarda-se ainda, como tesouro precioso sua bíblia com as palavras de Jeremias 49.11 sublinhadas: “deixa os teus órfãos, eu os conservarei em vida; e confiem em mim tuas viúvas”.
“Pode se esperar outra coisa a não ser que os filhos ficassem ligados a mãe e que crescessem para se tornarem homens e mulheres que conhecessem o mesmo Deus que ela conhecia? ”- assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde da mãe, quando ela faleceu com a idade de 90 anos. Moody depois de trabalhar a semana toda, achava que sua mãe exigia demais obrigando-o a assistir aos sermões, os quais não compreendia. Mas por fim, chegou a ser agradecido a essa boa mãe dedicada nesse sentido.
Quando completou 17 anos, resolveu ir embora, contra a vontade da mãe e dos irmãos. Seu destino era a cidade de Boston, onde achou emprego na sapataria que pertencia ao seu tio. Com o passar do tempo, sempre freqüentando a igreja de seu tio, tornou-se o maior vendedor da loja de sapatos, onde, aos poucos, foi acumulando uma grande soma de dinheiro.
Não foi num culto que Moody foi levado ao salvador. Seu professor da escola dominical, Eduardo Kimball, conta: “Resolvi falar-lhe de Cristo e de sua alma. Vacilei um pouco em entrar na sapataria, não queria embaraçar o moço durante as horas de serviço. Por fim, entrei, resolvido a falar sem mais demora. Achei Moody nos fundos da loja, embrulhado calçados. Aproximei-me logo dele e, colocando a mão sobre seu ombro, fiz o que parecia depois um apelo fraco, um convite para aceitar a Cristo. Não me lembro do que eu disse, nem mesmo Moody podia lembrar-se alguns anos depois. Simplesmente falei do amor de Cristo para com ele e o amor que Cristo esperava dele de volta. Parecia-me que o moço estava pronto para receber a luz que o iluminou naquele momento e lá nos fundos da sapataria, entregou-se a Cristo”.
Quantas vezes depois o senhor Kimball dava graças a Deus por não ter sido desobediente á visão celestial, qual teria sido o resultado se não tivesse falado ao moço naquela manhã na sapataria?
Moody dedicava-se totalmente a Escola Dominical . Certo dia visitou uma outra escola dominical e pediu permissão para ensinar, o dirigente respondeu, que ele poderia ensinar todos os alunos que ele trouxesse. Foi grande a surpresa de todos quando Moody, no domingo seguinte, entrou com dezoito meninos de rua, sem chapéu, descalços e de roupa suja e esfarrapada, mas como ele mesmo disse: “Todos com uma alma para ser salva”. Em poucos meses essa escola veio a ser a maior da cidade de Chicago. Depois de findar a escola ele visitava os ausentes e convidava a todos para ouvir a pregação a noite.
Antes de findar o ano 600 alunos em média, assistiam a escola dominical divididos em 80 classes. Logo depois subiu para 1000 e até 1500 todo domingo.
Moody sentia-se dividido entre dois mundos: o dos negócios e o religioso e sabia que logo teria que tomar uma decisão entre eles. Finalmente, após seis meses de dúvidas e grande agonia, decidiu que se entregaria completamente à religião. Foi escolhendo este caminho que Moody tornou-se conhecido nos Estados Unidos.
A cerca de seu desprendimento pelo dinheiro, Torrey fez esta observação: “Ele disse-me que se tivesse aceitado lucros provenientes da venda dos hinários por ele publicado, somaria um milhão de dólares. Porem Moody recusou-se, a tocar naquele dinheiro, embora por direito fosse seu...
Moody conseguia fazer 200 visias em um só dia.
Aos vinte e quatro anos, logo após casar-se, em Chicago, Moody deixou um bom emprego para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo, sem ter promessa de receber um único centavo. Tendo trabalhado com Escolas Bíblicas e evangelização em Chicago, atuou também junto aos soldados durante a Guerra Civil.
Em Londres, antes de tudo, foi ouvir Spurgeon pregar no Metropolitan Tabernacle. Já tinha lido muito do que “O Principe dos pregadores” escrevera, mas ali pôde verificar que a grande obra não era de Spurgeon, mas de Deus e saiu de lá com outra visão.
Visitou Jorge Muller e o orfanato em Bristol. Desde aquele tempo a biografia de Muller exerceu tanta influência sobre ele como já tinha feito “O Peregrino” de Bunyan.
Em um culto Moody não pôde entrar dentro do auditório pois já estava lotado, então subiu numa carruagem e pregou para 20 mil pessoas que se achavam do lado de fora do templo. O coral cantou os hinos de cima dum galpão. Em só culto mais de 2 mil pessoas responderam ao apelo para se entregarem definitivamente a Cristo.
Para termos idéia, sua viagem a Londres culminou com quatro meses de cultos. Moody pregava alternadamente em quatro centros. Realizaram-se 60 cultos no Agricultural Hall, aos quais um total de 720.000 pessoas assistiram; em Bow Road Hall, 60 cultos, aos quais 600.000 assistiram; em Camberwell Hall, 60 cultos, com a assistência de 480.000; Haymarket Opera House, 60 cultos, 330.000; Vitória Hall, 45 cultos, 400.000 asistentes.
Quando Moody saiu dos EUA em 1873, era conhecido apenas como obreiro da escola dominical e da Associação Cristã de Moços. Mas quando voltou da campanha da Inglaterra em 1875, era conhecido como o mais famoso pregador do mundo, continuando a ser um humilde servo de Deus.
Todos os dias da sua vida, até o fim, segundo creio, ele se levantava muito cedo de manhã para meditar na Palavra de Deus. Costumava deixar sua cama as quatro da manhã, mas ou menos, para estudar a Palavra de Deus, um dia disse: “Preciso me levantar bem cedo antes das outras pessoas acordarem” ele se fechava num quarto afastado do resto da família, sozinho com sua bíblia e com seu Deus.
Henrique Moorehouse, pregador escosês, deu a seguinte opinião acerca dos discursos de Moody:
- Crê firmemente que o Evangelho salva os pecadores, quando eles crêem;
- Espera a salvação das almas, quando prega, por isso Deus honra sua Fé;
- Prega como se nunca mais fosse realizar outro culto;
- Consegue levar os crentes a trabalhar com os interessados depois do sermão, insiste em que perguntem aos que estão assentados ao lado se são salvos ou não.
Tudo no mundo têm de findar ; chegou o tempo de Moody findar seu ministério aqui na terra. Em 16 de novembro de 1899, no meio de sua campanha em Kansas City, com auditórios de 15 mil pessoas, pregou seu ultimo sermão . É provável que soubesse que seria o ultimo: certo é que seu apelo era ungido com poder vindo do Alto e centenas de almas foram ganhas para Cristo.
Para a nação, a sexta-feira. 22 de novembro de 1899, foi o dia mais curto do ano, mas para Moody, foi o dia que clareou, foi o começo do dia que nunca findará. As seis horas da manhã dormiu um ligeiro sono. Então os seus queridos ouviram-no dizer em voz clara: “Se isto é a morte, não há nenhum vale. Isto é glorioso. Entrei pelas portas e vi as crianças! (Dois de seus netos já falecidos). A terra recua o céu se abre sobre mim. Deus esta me chamando!”. Então virou-se para a sua esposa, a quem ele queria mais do que a todas as pessoas, a não ser Cristo, e disse: “Tu tens sido para mim uma boa esposa.”
No singelo culto fúnebre, o ataúde foi levado pelos alunos da escola dominical de Monte Hermom a um lugar alto que ficava próximo, chamado Round Top. Três anos depois, a fiel serva de Deus, Ema Moody, sua esposa, também dormiu no Senhor e foi enterrada ao lado do marido.
Vale a pena lembrar mais um pouco de sua historia. Quando o jovem Moody chorava sob o poder do alto na pregação do jovem Spurgeon, foi inspirado a exclamar: “Se Deus pode usar Spurgeon, Ele pode me usar também.”
Se nós, tu e eu, leitor, queremos ser usados por Deus, temos de nos submeter a Ele absolutamente e sem reservas.
Leitor, resolve agora, com a mesma determinação e pelo auxilio divino: “Se Deus pode usar Dwight Lyman Moody, Ele me pode usar também!”
Que assim seja!